Descrição 

"Prado Gatão foi sede de uma Freguesia que em 1757 contava com

 61 habitantes. Fora povoação de importância, pois

D.Manuel concedeu-lhe foral, em Lisboa, a 1-VI-1510. O Orago era

 Santa Isabel. Esta Freguesia é essencialmente

agrícola, produzindo cereais, batata, legumes e linho. Nas suas

 pastagens cria rebanhos, produzindo bastante lã."

(Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira

  

Estes locais ainda existem todos

A actividade que se documenta com estas três fotografias  já pertence ao passado, no entanto ainda se encontram muitos vestígios.

A primeira representa o "acarrejar" do trigo para as eiras, depois de ceifado com fouces e atado em molhos.
A segunda mostra como se trilhava o trigo nas eiras. O trigo era ensacado e levado para as tulhas e a palha ficava nas eiras.
A terceira mostra como se carregava a palha, para ser levada para os palheiros.

Actualmente as ceifeiras debulhadoras já fazem o trabalho todo, poupando muito esforço aos agricultores.

 

Hoje  a aldeia de Prado Gatão já se pode dizer que é um lugar profundamente modelado pelo homem, onde vivem cerca de 100 pessoas, podendo chegar às 250 ou mais  nas épocas festivas nomeadamente, Natal, Páscoa e Festa de Verão. É verdade que a população residente já foi mais, mas a partir da década de 60 esta aldeia começou a esvaziar-se de gente. De gente  que procurou o litoral, mas principalmente dos que emigraram para fugir à pobreza e ao isolamento. 

Mas houve sempre residentes e, apesar do êxodo, a influência humana nunca deixou de se fazer sentir em Prado Gatão e em toda a paisagem natural e construída, que marca bem a característica peculiar desta povoação.